quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ganhando o pão de cada dia

O salário de soldado não dava para sustentar a familia então meu pai nos dias de folga saía com um cesto de palha na cabeça vendendo peixes no bairro em que morava e a noite abria um salão de baile com músicas de Nelson Gonçalves na vitrola ABC que ecoava pelo bairro enquanto minha mãe fritava as sardinhas e pastéis que seriam servidas com cerveja e batidas feitas em casa.
Um dia os fregueses reclamaram que não havia azeitonas nos pastéis e descobriu-se então que Verinha a filha mais velha havia feito um buraquinho em cada pastel e comido todas.

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