quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ganhando o pão de cada dia

O salário de soldado não dava para sustentar a familia então meu pai nos dias de folga saía com um cesto de palha na cabeça vendendo peixes no bairro em que morava e a noite abria um salão de baile com músicas de Nelson Gonçalves na vitrola ABC que ecoava pelo bairro enquanto minha mãe fritava as sardinhas e pastéis que seriam servidas com cerveja e batidas feitas em casa.
Um dia os fregueses reclamaram que não havia azeitonas nos pastéis e descobriu-se então que Verinha a filha mais velha havia feito um buraquinho em cada pastel e comido todas.

Nascendo os filhos

Dois anos depois mudaram-se para Morro Agudo um bairro de Nova Iguaçú e ali nasceram os outros seis filhos ao qual uma das filhas morreu com três meses de idade.
A menina Sueli era saudavel mas teve uma forte gripe que virou pneumonia e o médico mandou que aplicasse algumas injeções e a noite minha mãe levou-aao farmacêutico que era vizinho acordando-lhe; e sonolento aplicou a injeção errada e chegando em casa minha mãe notou que a menina estava roxa e alguns minutos depois falecia em seus braços. Meu pai pegou então o revolver calibre 38 e saiu em direção a casa do farmaceutico que o atendeu e sabendo do acontecido começou a chorar ele e a familia que assustada contemplavam meu pai com a arma na cabeça do homem.
Conseguindo controlar-se meu pai saiu da casa e foi embora tratar do sepultamento da criança.
E o farmaceutico foi embora do bairro no outro dia.
No ano seguinte nascia Marly, e depois Marilda e finalmente Luisa a caçulinha das meninas e meu pai não se conformava por não ter um filho homem e mandou que fizesse um barquinho com o nome de Ademir inspirado pelo jogador de seu time Vasco da Gama que se chamava Ademir da Guia ,era o nome que daria ao filho que aguardava ansioso.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Juntando os trapinhos

Ambos já tinham 21 anos, ele cansado da autoridade excessiva do pai ela sem nenhuma perspectiva de futuro decidiram então depois de alguns dias morarem juntos contrariando toda a familia que não aceitava que Adjemir morasse com uma mâe solteira.
Ele tinha apenas o pequeno salário de policial e procurando um amigo alugou um quarto com banheiro e tinham ali uma cama de casal e um fogareiro de querosene mais para os dois era um palácio e todas as noites quando ele voltava do quartel trazia uma garrafa de malzibeer e um sorriso mostrando o dente de ouro que tinha na bôca.
Registrou Verinha como filha e a chamava carinhosamente de menina do papai.
No primeiro dia foram obrigados a trocar o colchão após diversas mordidas de percevejos que ali habitavam e um ano e meio depois nascia Marlene a primeira filha dos dois de mais seis que nasceriam depois.

O encontro de Almerinda e Adjemir

Alguns meses depois Almerinda de casa em casa com a barriga já bem grande procura um hospital para dar a luz a uma linda menina ao qual colocou o nome de Vera Lúcia,e ali naquele hospital fez várias amizades com outras mulheres e o médico conhecendo sua história a deixou no hospital até que sua filhinha completou tres meses de vida.
Saindo do hospital tinha nos braços Verinha e um endereço de uma amiga que conhecera no hospital ao qual também dera a luz e que a havia chamado para ela trabalhar em sua casa quando saísse do hospital.
O bairro era Bento Ribeiro um bairro do Rio de Janeiro e chegando ali cuidava da casa e da filha de sua amiga e a tarde sentava-se no portão com sua filhinha para pegar um arzinho.
Notou então que do outro lado da rua um jovem não tirava os olhos dela e todos os dias ele estava lá até que decidiu atravessar a rua e conhecêla.
E naquele dia Adjemir e Almerinda se conheceram nascendo um amôr a primeira vista.

Almerinda menina adolescente

Almerinda era pequena aos dez anos parecia que tinha seis e isso a entristecia, seus pais quase que de ano em ano tinham que mudar-se para outro sitio e na escola trocava a merenda que levava manga , laranjas por sanduiches de presunto que outras meninas de familias abastadas traziam.
Em casa brincava com seus irmãos que eram seis e inventavam todos os dias novas brincadeiras, pescavam nos rios que cercavam a propiedade.
Aos 14 anos foi com seu irmão Pedrinho para o sitio de sua irmã e seu cunhado então colocou os dois para trabalharem colhendo arroz com água até a cintura por diversos dia até que em uma madrugada acordou seu irmão e saíram a pé de volta para casa.
A familia dependia do trabalho braçal do pai, mas certo dia ao chegar da roça enfartou e morreu em casa na presença dos filhos e Almerinda triste pela perda do pai e angustiada por não ter um futuro promissor decide matar-se tomando veneno para rato mas a mão de Deus estava sobre ela sobrevivendo assim mas ficando com sequelas por toda a vida.
A familia se dividiu e almerinda foi trabalhar na casa de uma familia rica de Barra do Pírai como empregada doméstica aonde apaixonou-se por um Jovem loiro de olhos azuis que era filho do patrão sucunbindo assim aos seus cortejos e vivendo uma paixão caliente no quartinho de empregada.
Alguns meses depois descobriu que estava grávida pedindo assim a conta e saindo sem rumo em direção a um destino que não conhecia.

Adjemir menino e adolescente

Aos 12 anos adjemir ou Mimi como o chamavam suas tias saia dia sim , dia não para buscar água em um poço distante de sua casa e levava consigo um barril que era puxado como se fosse um carrinho feito de latas que as crianças faziam antigamente.
derepente viu-se cercado por três meninos que depois de quebrarem o barril deram-lhe uma surra e chegando em casa levou outrasurra mais violenta ainda de seu pai.
O tempo passou e ele não esqueceu até que pegou um a um os três meninos satisfazendo assim a sua vontade louca de vingança.
aos 14 anos seu pai o colocou para trabalhar em uma marcenaria de um português para ajudar no orçamento de casa pois já havia nascido seus 11 irmãos e por ser mais velho teve que enfrentar o batente desde cedo, e por ser forte apesar da pouca idade o portuguEs o colocou para carregar toras de madeiras mais pesada do que podia suportar adoecendo então e trocando de trabalho foi trabalhar em uma tinturaria.
Na adolescencia tornou-se um grande namorador e tendo uma boa lábia teve diversas namoradas.
Aos 18 anos entrou para policia militar pois iniciava-se a segunda guerra mundial e os policiais e bombeiros não iam para guerra.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A história de Adjemir e Almerinda

Esta é a história veridica de meus pais Adjemir e Almerinda, e creio que voce vai gostar, meu nome é Ademir Marques sexto filho deste casal, que tiveram 5 filhas e dois filhos.
Começa em Pernanbuco ano de 1925 no dia 28 de abril, na cidade de Afogados em que nascia em uma casa humilde Adjemir primeiro filho do casal Luisa Marques dos Santos e Antônio Marques da Silva.
Minha avó era morena, altura média e forte e meu avô um paraibano baixinho, pintor de paredes e lutador.
Almerinda minha mãe nasceu em 1926 em 7 de março em uma fazenda em Piraí estado do Rio filha de José Graciliano Vidal e jorgina Vidal da cruz.
Meu avô era negro, e vivia da terra trabalhando em sitios alheios e repartindo com os patrões o que plantava e colhia, e minha avó branca de olhos azuis, do lar.
Adjemir crescia, arteiro brigão bonito paparicado pelas tias e avó.